Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2018

Cravo anunciado...

O dia está em festa!... Até o sol faz das suas. O som dos bombos é contagiante e alegre. Caminha… gaiteiro ao sabor das ruas. Só uma sombra contrai os ombros, estremece!
À História resta a memória e muitas luas. Ficou uma pomba que ainda se atreve, a olhar para trás… as lembranças estão nuas. Enquanto a festa prossegue no dia anunciado!
Amanhã; muitos dirão: são promessas… Já que o choro do povo passa despercebido. Num ajuste que nem sempre é sagrado.
Vinte e cinco de Abril… Cravo anunciado. Pernoita nas pétalas…é esperança e andanças... De um povo que vê o futuro às avessas.

Esquina...

Rendilham os dias em desaire. Até o azul perdeu o brilho. Escuro é o reflexo das luzes a céu aberto. Enquanto os amantes se esquecem de amar!
Não sei se o sol é uma estrela no universo ou se a lua é um satélite naufragado. Já que os corpos tremem ao sol e as mãos esquentam a noite, enquanto dedilham uma espécie de fado.
O fardo não está no lapso, está no desejo! Qualquer isco é um batom vermelho. A alma é uma corda bamba, nua e fria… Numa rota deslavada um trinar amargurado. Perde-se na calçada. Amanhã: um novo dia, a mesma correria, mãos e corpos amontoados. Não!... Não é poesia, não é musa, nem cupido. É a sina que passa em brado… Numa esquina qualquer!