Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2018

Diques...

Sabes…aquela nesga de céu que ilumina a alma. Pode ser de um cinzento cor de chumbo. Pode ser de um azul marinho e cintilante. Até pode ser afogueada pela cor do enxofre Mas será sempre a clarabóia para a eternidade!...
Por isso: não te canses naquilo que é supérfluo. Deixa que o rio faça o seu percurso, os diques são o suporte das águas, mas… vem a tormenta e arrasa a estrutura.
E é a resiliência do castor quem constrói a esperança!

Simplesmente…

Até ao pequeno instante em que o ser hesita sobrevive a certeza absoluta: Nada é constante, a não ser… o amor. Mas se o sopro é uma restia. O segundo é explendor!
Serás tu a mistura exótica nos confins da certeza. O perfeito sentir…. A explosão do átomo… Ou serás, simplesmente… um desejo inventado.
Não sei; nem pretendo entender se o que move a vontade é o destino a correr. Ou se é simplesmente o ego a sofrer.




E se um dia…

Porque cedo ao silencio se ele é viral. Até o piar dos pássaros é silencioso. As paredes são velhas e as ruas vazias recordam aquilo que acho esquecer… Perdem-se os passos nas pedras frias e a lua é a única companhia Mas… é branca e fria! Como fria é a cama que os ossos acolhe. Como frio é o vento que me faz temer; e se um dia ignorar o silencio: Será que o tempo continua a correr.



Eternidade…

Quero, porque, quero!... Sentido algum. Mais hoje e amanhã o rodopio… Corre… corre atrás do tempo enviesado. Deixa… tudo é complicado. A alma, o tempo, não passa de fado. Tudo é nada e muito é nenhum. Quero, porque, quero!...
Que a alma voe na madrugada. O choro se perca na valeta. E a saudade pernoite na eternidade.


Suplica…

Sou um pequeno grão solto no vento Mas o vento é dubio no seu redopio Qem sabe se o tempo fosse eterno Do pequeno grão brotasse o ser
De mão estendida imploro à vida Que seja breve depois da curva Não vá o vento entorpecer.


Voltarei…

Quando o dia raiar e o sol sussurrar todas as palavras de amor que a alma esqueceu. As palavras voam pelos telhados: Já amanheceu!
Por onde andaste pergunta pertinente criança esquecida trancada pela vida
Sonhos saqueados à nascença como todos os poetas sou utópica e as cicatrizes são as páginas rasgadas de um livro sem futuro.
Quando o dia raiar e o sol sussurrar voltarei… Que me esperem os poemas aqueles, que sem saber Inventei.


O teu gosto…

Quisera o som do desassossego a memória em dias claros a saudade ou aconchego tão perto e tão longe a madrugada.
Quisera, porque, não, a melodia que as cigarras cantam noite fora a certeza tanto é mãe como madrasta e a estrada pode ser a desventura de um dia tórrido.
Quisera meu amor a tua voz soletrar o meu nome devagar a ausencia vida fora além do tempo o teu gosto um eterno recordar.


Ruído...

Recordar é meio caminho andado a vereda sem recuo. Nem sempre é passo largo.
Depende da saudade ou desapego.
Quando o ruído é tudo o que resta aos sentidos embriagados pelo som do recomeço.