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Será o amor uma ilha...

Pergunto sem resposta: o que será do amor. Sem espaço ou tempo, o amor pela partilha. Sem gestos programados, mudos mas com cor. Pergunto sem resposta: será o amor uma ilha.
Onde cada qual se limita ao ter, sem esplendor. Os teus gestos são mecânicos e os meus, bastilha. As frases programadas incitam ao louvor. Mas no final são ocas, desprovidas de ardor.
Não quero este tempo, sem lei nem roque. Estou a mais num espaço descabido e frio. Busco mas sei que me escapa o norte…
Talvez porque a incerteza tomou conta do rio. E a vida já não vale por si só. Amor… será fake. Num amanhã desprovido, pelintra e vazio!



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Dias frios...

Chove e a chuva ao cair na calçada Saúda o tempo das lareiras As pedras são flores desfolhadas E os passos são pássaros fugidios É o corpo um monte de arrepios.
Chove e a chuva a cair na calçada Traz a reboque a promessa Dos dias frios!


O resto...

Não sei para onde os passos me encaminham… Há aqueles dias em que sequer sei quem sou! Há quem me veja pássaro ferido, sem ninho. Leão enraivecido, triste palhaço de palavra fácil. Rei e pedinte, quando muito um átomo!...
Quero que me vejas; Mulher. O resto é assombro ou indiferença. Vaidade ou nostalgia. Amor-próprio que vem com a certeza…
O resto é um vestido de caxemira, uma saia de brocado ou um farrapo a cobrir os ossos!



Até pode ser…

O possível é só ilusão… ou imperfeição… O tempo aclara o viável ou o torna ocre. As juras não passam de volátil intenção. E o sonho é a lógica em busca de sorte!
Redopio pode ser o degredo sem intenção… As faúlhas de um braseiro, o odor a enxofre. Pode ser a morte de uma convicção. Pode ser… pode ser viagem sem transporte!
Pode ser meu amor… aquilo que eu quiser. Sempre que os olhos se neguem a ver. Pode ser aventura ou pode ser a base!...
Até pode ser mesmice no acto de escrever. Mas será sempre a razão prestes a morrer. Num dia sem volta… quando muito; é análise!


Pois é...

Pois é…
O céu é logo ali… infinito e suspenso. As estrelas são faróis e os cometas… São o frenesim envolto no consenso. O céu é logo ali… e quanto mais penso.
Menos sei!
Logo eu, mirabolante parábola. Contenda dos sentidos embriagados. Suspensos no luar ou numa estrela cadente.
Oh diabos!
Escrever e poetizar… rimar e pensar… Estranha ferramenta sem utilidade Macula na minha vaidade Vicio!... Ou dom sem perfume.
Pois é!...
O céu… o meu céu, na planície doirada
brilha e ofusca sem pretensão além da conta. Outras vezes chora, mas chora de alma lavada porque ri e quando o faz: é resposta.



Como me vês...

Vesti uma capa previsível… Fria e crua! Com ela disfarço o silêncio que habita no meu ser. Vesti… mas continuo nua. Tremo de frio e mesmo viva estou extinta.
Corro… daqui e dali o som de uma falua… Único habitáculo que o coração olvida. Quimera esquecida, ou o mundo da lua… De alma lavada, muito embora sucinta.
Como me vês… fado de um tempo perdido. Rainha descalça de um prazo que não é meu. Sentimento difuso… nenhures é sentido!...
Como me vês… irmão na saudade, proscrito. É o verbo de um poema sem futuro ou véu. Como me vês… mulher… ou um rosto polido.


De um lugar por inventar ou um quotidiano pardacento...

Lugar é inóspito e não é porque o vento seja agreste ou a terra árida! A hostilidade revela-se nos rostos fechados e hirtos, nas bocas estéreis, seladas às palavras amáveis, às gargalhadas e à benevolência. Uma fina mas opaca capa de verniz ofusca o olhar gelado e à primeira vista; quando alguma mão se estende naquilo que deveria ser um sinal de boas vindas, os homens são cavalheiros e as mulheres exuberantes na sua feminidade. Tudo isto aponta para que, se sinta uma intrusa em terra alheia e esteja prestes a rebentar…