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Povo de pés descalços…

De que servem ideias aleatórias… utopia ou realidade… As marés são como as colmeias, vazias ou cheias… A inutilidade depende quase sempre da vaidade. As vozes casuais são inúteis e das mãos frias não brotam borboletas.
Ai… triste sina malfadada, povo de pés descalços… Embarcas no silvo da serpente e raramente ergues ao alto o esplendor. Costas curvas, olhos tristes, triste fado embriagado. Parco engodo em que caíste.
De que servem ideias aleatórias se a história se repete. Embora digas que não: És marioneta na sua mão. E enquanto o diabo esfrega um olho, dás por ti… Estás no chão!



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Tudo o que me resta…

A ilusão é uma caixa de pandora. Mito ou realidade, esperança ou utopia. Pode ser apenas a vontade, sem primazia!
Então… porque sinto que o mundo caminha ao contrário!... Revejo nos dias os rumores de ontem. Choram as pedras, sufoca a terra, morre a esperança. Choram os ecos abandonados à sorte.
A fraude está na supremacia enjeitada. Na palavra sem palavra, de fato e gravata. Está na promessa, gasta. E eu… pobre poeta de sarjeta: Sinto que o mundo caminha ao contrário e tudo o que me resta… É a futilidade de um poema!


Diques...

Sabes…aquela nesga de céu que ilumina a alma. Pode ser de um cinzento cor de chumbo. Pode ser de um azul marinho e cintilante. Até pode ser afogueada pela cor do enxofre Mas será sempre a clarabóia para a eternidade!...
Por isso: não te canses naquilo que é supérfluo. Deixa que o rio faça o seu percurso, os diques são o suporte das águas, mas… vem a tormenta e arrasa a estrutura.
E é a resiliência do castor quem constrói a esperança!

Simplesmente…

Até ao pequeno instante em que o ser hesita sobrevive a certeza absoluta: Nada é constante, a não ser… o amor. Mas se o sopro é uma restia. O segundo é explendor!
Serás tu a mistura exótica nos confins da certeza. O perfeito sentir…. A explosão do átomo… Ou serás, simplesmente… um desejo inventado.
Não sei; nem pretendo entender se o que move a vontade é o destino a correr. Ou se é simplesmente o ego a sofrer.




E se um dia…

Porque cedo ao silencio se ele é viral. Até o piar dos pássaros é silencioso. As paredes são velhas e as ruas vazias recordam aquilo que acho esquecer… Perdem-se os passos nas pedras frias e a lua é a única companhia Mas… é branca e fria! Como fria é a cama que os ossos acolhe. Como frio é o vento que me faz temer; e se um dia ignorar o silencio: Será que o tempo continua a correr.



Eternidade…

Quero, porque, quero!... Sentido algum. Mais hoje e amanhã o rodopio… Corre… corre atrás do tempo enviesado. Deixa… tudo é complicado. A alma, o tempo, não passa de fado. Tudo é nada e muito é nenhum. Quero, porque, quero!...
Que a alma voe na madrugada. O choro se perca na valeta. E a saudade pernoite na eternidade.


Suplica…

Sou um pequeno grão solto no vento Mas o vento é dubio no seu redopio Qem sabe se o tempo fosse eterno Do pequeno grão brotasse o ser
De mão estendida imploro à vida Que seja breve depois da curva Não vá o vento entorpecer.