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Mensagens

Como me vês...

Vesti uma capa previsível… Fria e crua! Com ela disfarço o silêncio que habita no meu ser. Vesti… mas continuo nua. Tremo de frio e mesmo viva estou extinta.
Corro… daqui e dali o som de uma falua… Único habitáculo que o coração olvida. Quimera esquecida, ou o mundo da lua… De alma lavada, muito embora sucinta.
Como me vês… fado de um tempo perdido. Rainha descalça de um prazo que não é meu. Sentimento difuso… nenhures é sentido!...
Como me vês… irmão na saudade, proscrito. É o verbo de um poema sem futuro ou véu. Como me vês… mulher… ou um rosto polido.


Mensagens recentes

De um lugar por inventar ou um quotidiano pardacento...

Lugar é inóspito e não é porque o vento seja agreste ou a terra árida! A hostilidade revela-se nos rostos fechados e hirtos, nas bocas estéreis, seladas às palavras amáveis, às gargalhadas e à benevolência. Uma fina mas opaca capa de verniz ofusca o olhar gelado e à primeira vista; quando alguma mão se estende naquilo que deveria ser um sinal de boas vindas, os homens são cavalheiros e as mulheres exuberantes na sua feminidade. Tudo isto aponta para que, se sinta uma intrusa em terra alheia e esteja prestes a rebentar…
José Afonso e o Panteão Nacional.
Zeca, o meu e o vosso Zeca, o Zeca da fraternidade, das cantigas e das baladas, o Zeca humanista e futurista, o Zeca lutador. O Zeca da luta pela Liberdade e Igualdade e que nasceu num país pobre e subjugado por uma ditadura que governou os nossos destinos durante quarenta anos!...
O Zeca no Panteão Nacional sim ou, não?
Não, o nosso Zeca, o Zeca do povo não deve ir para o Panteão, não senhor.
Se o Zeca for para o Panteão terão que ir o Álvaro Cunhal, o Salgueiro Maia, Sá Carneiro, como propôs o PSD recentemente, e muitos outros que fazem parte da nossa história recente e, aí, sim. Teremos o Panteão de todos os portugueses.
Acham estranho e bizarro este meu raciocínio?
Eu também acho estranha e bizarra esta proposta vinda da SPA, e depois de assistir ao Vídeo no Site da associação em que Jorge Letria, um dos poucos civis que teve conhecimento prévio das manobras que levariam ao fim da ditadura Salazarista em 1974 e companheiro de Zeca no cante da Lib…

“escritores.online”

“escritores.online”
O nome da plataforma que tinha como objetivo, e digo tinha porque, desapareceu recentemente sem alarido dos motores de busca. A plataforma tinha como meta tornar-se na maior e a mais completa base de dados de escritores e poetas contemporâneos a escrever na língua mãe, a língua de Camões. Para espanto meu e de muitos outros, a mesma desapareceu da noite para o dia, sem grandes explicações ao público no geral e muito menos aos autores que forneceram os seus dados, permitindo assim a criação de dezenas de páginas individuais. Tudo se passou sorrateiramente, ao contrário daquilo que aconteceu em 2016, ano do seu lançamento para o espaço cibernético, em que a pompa e circunstância tomaram de assalto as redes sociais, contribuindo todos nós para o número astronómico de cliques no portal, num curtíssimo espaço de tempo. O espaço para além dos autores consagrados estava aberto a autores de menor relevo, como é o meu caso, e contou com o apoio da Associação Portuguesa de Es…

Povo de pés descalços…

De que servem ideias aleatórias… utopia ou realidade… As marés são como as colmeias, vazias ou cheias… A inutilidade depende quase sempre da vaidade. As vozes casuais são inúteis e das mãos frias não brotam borboletas.
Ai… triste sina malfadada, povo de pés descalços… Embarcas no silvo da serpente e raramente ergues ao alto o esplendor. Costas curvas, olhos tristes, triste fado embriagado. Parco engodo em que caíste.
De que servem ideias aleatórias se a história se repete. Embora digas que não: És marioneta na sua mão. E enquanto o diabo esfrega um olho, dás por ti… Estás no chão!



Tudo o que me resta…

A ilusão é uma caixa de pandora. Mito ou realidade, esperança ou utopia. Pode ser apenas a vontade, sem primazia!
Então… porque sinto que o mundo caminha ao contrário!... Revejo nos dias os rumores de ontem. Choram as pedras, sufoca a terra, morre a esperança. Choram os ecos abandonados à sorte.
A fraude está na supremacia enjeitada. Na palavra sem palavra, de fato e gravata. Está na promessa, gasta. E eu… pobre poeta de sarjeta: Sinto que o mundo caminha ao contrário e tudo o que me resta… É a futilidade de um poema!


Diques...

Sabes…aquela nesga de céu que ilumina a alma. Pode ser de um cinzento cor de chumbo. Pode ser de um azul marinho e cintilante. Até pode ser afogueada pela cor do enxofre Mas será sempre a clarabóia para a eternidade!...
Por isso: não te canses naquilo que é supérfluo. Deixa que o rio faça o seu percurso, os diques são o suporte das águas, mas… vem a tormenta e arrasa a estrutura.
E é a resiliência do castor quem constrói a esperança!