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Mensagens

Devo estar louca...

Que tempo é este… que pomposo… o homem. Herói de um dia; rufia logo a seguir!… Exímio o jogo da dita, os lobos absorvem a dignidade. Inquiro: o que está para vir.
Num tempo diagonal e de passagem Parca a igualdade num meio sem sentir Os jornais advertem… olha a miragem. Enquanto as massas se limitam a sorrir.
Devo estar louca!... Louco é o poeta, insano. Mais louco é o meio que o rodeia e ainda assim: Os lobos copulam ao sol, mano a mano!...
Com a dignidade, em paridade… e por fim… Um ninho de vespa bate asas e o destino é a cruzada num país de farto festim.


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Núcleo…

Voa pensamento!... Percorre caminhos intangíveis toca corações amargurados e leva nas asas um sonho alado…
Explode com o gelo permanente aquele; que embacia a janela da alma.
Corre… mas não esqueças ao correr que atrás ficou o núcleo. Nele nasceste e nele morrerás!


Instante…

Quem sabe sou eu que estou cansada. deixo sempre ao tempo o tempo certo. Por mais insidiosa que seja a estrada nas bermas há sempre algo de concreto.
Perene… a origem onde sacio a caminhada… Lá atrás está o momento a céu aberto e a seu lado a saudade enamorada, neutralizada pela luz fria do deserto.
A oportunidade quase sempre nos avisa. Nada acontece por acontecer… Indecisa é a inquietação no verbo agradecer.
Ah quantas são as sombras ao entardecer!... E mesmo assim reanimam até este escurecer, já que um instante na penumbra profetiza.






Batatas e batatinhas…

Uma batata em palito Diz agoniada à rodela O cozinheiro é maldito Fez do cardápio novela.
Não olhem para mim assim Que aquilo que vou contar É muito mais que rimar E quando chegar ao fim É que vai ser um festim Batatas a rebolar Também as há a fritar Outras estarão em puré E para agitar o banzé Uma batata em palito!...
É franzina a criatura Esturricada na ponta Mas é coisa de pouca monta E a culpa é da fritura Com ketchup em fartura Tem a vida resolvida Mas a batata empedernida Acordou enviesada E com postura deslavada Diz agoniada à rodela.
Tu que és de corte perfeito Redondinha, redondinha Não te quero para vizinha Por não te achar qualquer jeito A outra leva a mão ao peito E nem quer acreditar Que um palito a flutuar Está no meio da frigideira Mas que raio de brincadeira O cozinheiro é maldito!
Na hora de ir para a mesa É que foi a confusão Esbarraram no empadão E numa batata chinesa E por pouco a sobremesa Não abalroou o guisado Já que o palito endiabrado Aterrou nas pataniscas …

Será o amor uma ilha...

Pergunto sem resposta: o que será do amor. Sem espaço ou tempo, o amor pela partilha. Sem gestos programados, mudos mas com cor. Pergunto sem resposta: será o amor uma ilha.
Onde cada qual se limita ao ter, sem esplendor. Os teus gestos são mecânicos e os meus, bastilha. As frases programadas incitam ao louvor. Mas no final são ocas, desprovidas de ardor.
Não quero este tempo, sem lei nem roque. Estou a mais num espaço descabido e frio. Busco mas sei que me escapa o norte…
Talvez porque a incerteza tomou conta do rio. E a vida já não vale por si só. Amor… será fake. Num amanhã desprovido, pelintra e vazio!



Dias frios...

Chove e a chuva ao cair na calçada Saúda o tempo das lareiras As pedras são flores desfolhadas E os passos são pássaros fugidios É o corpo um monte de arrepios.
Chove e a chuva a cair na calçada Traz a reboque a promessa Dos dias frios!


O resto...

Não sei para onde os passos me encaminham… Há aqueles dias em que sequer sei quem sou! Há quem me veja pássaro ferido, sem ninho. Leão enraivecido, triste palhaço de palavra fácil. Rei e pedinte, quando muito um átomo!...
Quero que me vejas; Mulher. O resto é assombro ou indiferença. Vaidade ou nostalgia. Amor-próprio que vem com a certeza…
O resto é um vestido de caxemira, uma saia de brocado ou um farrapo a cobrir os ossos!