sexta-feira, 29 de junho de 2018

Eu sei...

Quando a razão me pede: 
Escreve um poema de amor.
Levo a mão ao coração e busco por entre as chagas,
uma margarida em flor.
Apressa-se a saudade e atira aos meus pés; adagas.
Ato a margarida a uma roseira e até os espinhos são fúteis facas.
Cortam o condão de versos de amor dizer.
Porém... junto às folhas caídas as raízes sobrevivem,
e no meio do labirinto o seu rosto é matiz.
Pode ser azul celeste, ou, então, é verde água.
Até o branco dos cabelos é lilás ou violeta;
e por entre as silabas nasce aos meus olhos o poema...
Fraco, eu, sei, mas abre os braços à vida!
Virado ao contrário são os meus sonhos fadário,
columbina, imaginário...
Pétalas surripiadas à minha alma cansada.
De todos os versos que neguei
nasceu o mais completo, eu sei!



Poema revisto.
 (Original de 2014 no Blogue http://porentrefiosdeneve.blogspot.com/)

domingo, 3 de junho de 2018

Esqueço a saudade...


Sobre os passos que faltam às horas,
há uma sombra que escurece a calma.
Entardece e é a hora das cigarras,
 o que é feito de ti; inquire a minha alma.

Correm por aqui e por ali mil torturas!...
Nos minutos que me levam a palma.
Enquanto o dia se esvai nas fisuras.
Não sei se a visão é um dom ou é trauma.

Assim… perdida de mim sou um otimo actor!
Esqueço a saudade, esqueço o teu rosto.
E até o desejo é caso perdido: o oposto.

Do ocaso que ilumina a terra com gosto.
Chega a noite e a escuridão faz furor.
Mas é um suspiro quem se afunda sem dor!




Andei pela cidade...

Andei pela cidade ao encontro do sol… As ruelas alongaram os braços ao meu passar. As Pedras são as mesmas… as Esquinas… acomodadas ...