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Mensagens

A mostrar mensagens de Junho, 2018

Eu sei...

Quando a razão me pede: 
Escreve um poema de amor.
Levo a mão ao coração e busco por entre as chagas,
uma margarida em flor.
Apressa-se a saudade e atira aos meus pés; adagas.
Ato a margarida a uma roseira e até os espinhos são fúteis facas.
Cortam o condão de versos de amor dizer.
Porém... junto às folhas caídas as raízes sobrevivem,
e no meio do labirinto o seu rosto é matiz.
Pode ser azul celeste, ou, então, é verde água.
Até o branco dos cabelos é lilás ou violeta;
e por entre as silabas nasce aos meus olhos o poema...
Fraco, eu, sei, mas abre os braços à vida!
Virado ao contrário são os meus sonhos fadário,
columbina, imaginário...
Pétalas surripiadas à minha alma cansada.
De todos os versos que neguei
nasceu o mais completo, eu sei!


Poema revisto.
 (Original de 2014 no Blogue http://porentrefiosdeneve.blogspot.com/)

Esqueço a saudade...

Sobre os passos que faltam às horas, há uma sombra que escurece a calma. Entardece e é a hora das cigarras, o que é feito de ti; inquire a minha alma.
Correm por aqui e por ali mil torturas!... Nos minutos que me levam a palma. Enquanto o dia se esvai nas fisuras. Não sei se a visão é um dom ou é trauma.
Assim… perdida de mim sou um otimo actor! Esqueço a saudade, esqueço o teu rosto. E até o desejo é caso perdido: o oposto.
Do ocaso que ilumina a terra com gosto. Chega a noite e a escuridão faz furor. Mas é um suspiro quem se afunda sem dor!