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A mostrar mensagens de Maio, 2018

Lembranças...

Não sei se é o tempo que é picuinhas. Ou se o momento perdeu caducidade. Nem sequer sei se é tua ou minha a verdade.
Dizem que a água mais pura mata a sede com vontade e que o sol aquece a alma. Dizem que o tempo tudo esquece e que frio é passageiro. Dizem… Dizem!
Foram tantas as palavras em contramão. Tantas as vontades naufragadas. Tanto medo!... E a saudade secumbe às mãos da ilusão.
Não sei, nem sequer quero saber a cor da terra, no dia em que a vida for um sopro. Até lá: correm as ideias desvairadas… As mãos buscam o coforto de outras mãos. E o corpo já esqueceu a dor.
Não sei se é o tempo que é picuinhas… Se sou eu que acredito em pirilampos… Mas sei que ele é o manto que apaga dos dias a lembrança!

Miragem...

Correm os dias ao sabor do vento. Para tras a memória daquilo que não é. Gasta a ilusão sem qualquer visão. Mas as asas são fracas e o credo é de barro. Até as lágrimas secaram e o sol empurra o escuro… Enquanto o coração se abre sem banzé!
Que é feito de ti, sonho que desconheço. Que é feito das promessas e das noites de luar. Que é feito da vontade… ou do vagar. Se corres apressado e nem te apercebes.
Grita o silencio nos olhos cavados. O amor empurraste para a tumba fria. Mas não reparaste tal foi a correria!...
Nada restou… foi só tempo perdido. Gritam as paredes à tua pasagem: O rei vai nu… ou será miragem.