sexta-feira, 17 de agosto de 2018

“escritores.online”


“escritores.online”

O nome da plataforma que tinha como objetivo, e digo tinha porque, desapareceu recentemente sem alarido dos motores de busca. A plataforma tinha como meta tornar-se na maior e a mais completa base de dados de escritores e poetas contemporâneos a escrever na língua mãe, a língua de Camões. Para espanto meu e de muitos outros, a mesma desapareceu da noite para o dia, sem grandes explicações ao público no geral e muito menos aos autores que forneceram os seus dados, permitindo assim a criação de dezenas de páginas individuais. Tudo se passou sorrateiramente, ao contrário daquilo que aconteceu em 2016, ano do seu lançamento para o espaço cibernético, em que a pompa e circunstância tomaram de assalto as redes sociais, contribuindo todos nós para o número astronómico de cliques no portal, num curtíssimo espaço de tempo.  
O espaço para além dos autores consagrados estava aberto a autores de menor relevo, como é o meu caso, e contou com o apoio da Associação Portuguesa de Escritores, da Sociedade Portuguesa de Autores, da Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas. Segundo se fez saber na altura, estas instituições pretendiam fazer chegar ao universo da língua portuguesa uma ferramenta livre dos habituais objetivos comerciais.  
Ora!... É aqui que a porca torce o rabo, fico eu a matutar. Lamentando por um tão breve tempo de vida de uma ferramenta idónea, reconhecida pelo atual Presidente da Republica, e, que, como muitas outras coisas que envolvem a cultura em Portugal, conforme aparecem assim se evaporam.
Portanto; meus amigos: está tudo dito num país de poetas e escritores!
 

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